Nesta quinta-feira, 14 de novembro de 2013, foi realizada a 9ª Exposição de Artes da Escola Reino Encantado, no Espaço Nordeste de Mairi. O homenageado foi Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino.

Um telão foi montado, onde foram mostrados em fotos os trabalhos dos alunos da Escola Reino Encantado. Vários quadros feitos pelos alunos foram expostos no Espaço Nordeste, onde retratam algumas artes do Mestre Vitalilno.
A 9ª exposição de Arte da Escola Reino Encantado, teve como convidado o artista mairiense Alfeu Cedraz, especialista em fazer desenhos com lápis em papel A3, pintura em telhas, telas etc. Vários alunos e professores de outras escolas marcaram presença para prestigiar a exposição.



Mestre Vitalino
Vitalino Pereira dos Santos, o Mestre Vitalino, nasceu em (Caruaru no Distrito de Ribeira dos Campos, 10 de julho de 1909 — Caruaru, 20 de janeiro de 1963) foi um ceramista popular brasileiro.

Filho de lavradores , Mestre Vitalino foi um artesão por retratar em seus bonecos de barro a cultura e o folclore do povo nordestino, especialmente do interior de Pernambuco e da tradução do modo de vida dos sertanejos. Esta retratação ficou conhecida entre especialistas como arte figurativa.

O artista passou a desenvolver a modelagem no barro a partir dos 6 anos. Os bonecos eram os brinquedos do menino Vitalino.

As obras de Vitalino ganharam reconhecimento na região Sudeste a partir de 1947, quando o artista plástico Augusto Rodrigues o convidou para a Exposição de Cerâmica Popular Pernambucana, realizada no Rio de Janeiro. Em janeiro de 1949, a fama foi ampliada com exposição no Masp. Em 1955, integrou em Neuchatel, Suíça, a exposição Arte Primitiva e Moderna Brasileiras.

O reconhecimento do artista foi ampliado após a sua morte. A biografia do artista inspirou o samba-enredo da Império da Tijuca nos carnavais de 1977 e 2012. A Festa de São João de Caruaru o adotou como a personalidade homenageada de 2009.

Suas obras mais famosas são Violeiro, O enterro na rede, Cavalo-marinho, Casal no boi, Noivos a cavalo, Caçador de onça e Família lavrando a terra.

A produção do artista passou a ser iconográfica e inspirou a formação de novas gerações de artistas, especialmente no Alto do Moura, bairro de Caruaru, onde viveu. A casa onde viveu parte de sua vida atualmente é a instalação da Casa Museu Mestre Vitalino. O entorno é ocupado por oficinas de artesãos.

Parte de sua obra pode ser contemplada no Museu do Louvre, em Paris, na França. No Brasil, a maior parte está nos museus Casa do Pontal e Chácara do Céu, Rio de Janeiro; no Acervo Museológico da UFPE, em Recife; e em Alto do Moura.

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