A Comissão de Finanças e Tributação, da Câmara dos Deputados se reuniu na tarde desta terça-feira (17), a pedido do deputado federal Amauri Teixeira (PT/BA) para debater a demora da concessão de créditos aos agricultores familiares atingidos pela seca. Segundo o parlamentar a reclamação dos agricultores as dá devido a demora na concessão dos créditos
Estiveram presentes na audiência os deputados Afonso Florense, Akira Otsubo, o superintendente de Microfinanças e Agricultura Familiar do Banco do Nordeste, Luiz Sérgio Farias Machado e a representante dos agricultores da região de Irecê e vereadora de Lapão (BA), Aline Dourado Nascimento.
Teixeira defendeu a necessidade de menos entraves burocráticos na concessão de créditos e criticou a cobrança de algumas dívidas de agricultores, segundo o parlamentar a execução de pequenos valores acaba onerando mais que a própria divida além de não considerar a questão humana e os problemas enfrentados na região. "A cobrança de pequenas dívidas muitas vezes sai mais caro do que não cobrar, eles executam tomando os "bens" dos pequenos agricultores e impedem que eles voltem a adquirir recursos e consequentemente voltem a produzir. O Nordeste e os nordestinos sofreram e tem sofrido muito com essa seca", enfatizou Teixeira.
O superintendente do BNB reconheceu que realmente existem problemas, no entanto reconheceu que o Congresso Nacional tem criado as condições necessárias para que as instituições financeiras possam melhor atender e ajudar esses agricultores, “o Governo, o Ministério da Fazenda e o Congresso Nacional tem cumprido seu papel, só do banco do Nordeste serão criadas mais 120 agências”, informou Luiz.
A vereadora Aline destacou a importância da reunião e disse que só será possível a reestruturação da região com a suspensão imediata das dívidas, a renegociação das dívidas e a concessão de um novo crédito. “Quero parabenizar o deputado Amauri pela iniciativa, este é um tema de extrema relevância para a região, são mais de 20 milhões de brasileiros atingidos pela seca. Na região de Irecê temos algo em torno de 30 milhões de hectares de terras agricultáveis com cerca de 50 mil produtores rurais, precisamos resgatar a região que já foi grande produtora de feijão e de mamona, 80% dos agricultores da região de Irecê estão sem crédito e sem a possibilidade de honrar seus compromissos”, cobrou.

