O município de Jacobina, no norte da Bahia, voltou a registrar intensa atividade sísmica na madrugada desta quarta-feira (4). De acordo com relatório técnico do Laboratório Sismológico da UFRN (LabSis), ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), foram contabilizados 17 tremores em um intervalo de poucas horas.

O abalo de maior magnitude ocorreu às 6h44 (UTC), alcançando 3.0 na escala Richter (mR). Outro tremor significativo foi registrado às 7h22, com magnitude de 2.4 mR. Os demais eventos apresentaram magnitudes inferiores a 1.0 mR, muitos deles de baixa intensidade e dificilmente perceptíveis pela população.

Segundo o relatório, os horários dos eventos foram reavaliados pelas estações sismográficas da região, com ajustes nas magnitudes inicialmente calculadas. A sequência começou ainda durante a madrugada, por volta de 1h44, e se estendeu até aproximadamente 9h20.

A Defesa Civil de Jacobina informou que acompanha a situação e avalia possíveis impactos. Até o momento, não há registro de feridos ou danos estruturais. Este é, segundo os dados disponíveis, o maior número de tremores registrados em um único período no município desde o início do monitoramento sismológico na região.

Sequência de abalos preocupa moradores

A atividade sísmica não é um fato isolado. Desde janeiro, Jacobina vem registrando tremores recorrentes. Somente nos dois primeiros meses de 2026, foram 11 ocorrências.

O primeiro tremor do ano foi registrado em 2 de janeiro. No dia 20/01, dois abalos atingiram 2,1 mR e 1,8 mR. No dia seguinte (21/01), outros dois eventos foram registrados, com magnitudes de 1,7 mR e 1,9 mR.

Em fevereiro, ocorreram mais seis tremores, com magnitudes variando entre 1,5 mR e 2,0 mR, mantendo a frequência de registros na região.

Especialistas explicam que tremores de baixa magnitude são relativamente comuns em determinadas áreas do interior da Bahia, mas o volume concentrado em um curto intervalo chama atenção e reforça a necessidade de monitoramento contínuo.

A Defesa Civil orienta que, em caso de novos abalos, moradores mantenham a calma, evitem permanecer próximos a estruturas comprometidas e acionem os órgãos competentes se identificarem qualquer risco.

Fonte: FR Notícias

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